terça-feira, setembro 25, 2007

África Oriental – Epílogo


Passadas mais de duas semanas sobre o nosso regresso está na altura de fazer alguns últimos comentários.

A viagem foi de facto inesquecível e cheia de experiências novas. Eu pessoalmente gosto de viagens onde possa ter contacto com as populações e culturas locais, mas mais do que isso gosto do contacto com a natureza, seja a imponência e hostilidade das montanhas ou a tranquilidade da savana.

No Uganda tivemos as montanhas Rwenzori (um cenário duro mas magnífico) e o Parque Nacional Queen Elizabeth (calmo e com uma quantidade significativa de vida selvagem) como pontos altos. São locais serenos onde conseguíamos estar bastantes vezes sozinhos e sem gente a chatear: nos Rwenzori apenas tivemos companhia de um grupo de doze pessoas nos três primeiros dias, e nos restantes quatro estivemos sós (juntamente com os nosso guias e carregadores).

Também no Uganda o contacto com as pessoas foi mais próximo e genuíno. Encontrámos no Uganda as pessoas mais humildes, mais honestas e mais prestáveis para nos ajudar: os guias e carregadores de montanha que conhecemos são um bom exemplo disso e a forma como exprimiram gratidão por os contratarmos foi despretensiosa e simples. Talvez o facto de ser um país ainda com pouco turismo não tenha “formatado” as pessoas para a “caça ao dólar”. Não quero com isto dizer que na Tanzânia e no Quénia as pessoas são mais desonestas. Na sua esmagadora maioria também são simples, honestas e prestáveis, mas ficámos com impressão de que começa a proliferar uma trupe de aldrabões que procuram no “turista branco” uma forma de sacar umas massas sem ter que fazer nenhum…

Na Tanzânia tivemos outro dos pontos altos: o safari no Parque Nacional do Serengeti e na Área de Conservação de Ngorongoro - o esplendor da savana e uma profusão de vida selvagem. Não gostámos de pequenos detalhes: o nosso guia/motorista era mau; a forma como às vezes os guias conduzem e se comportam claramente interfere nas rotinas dos animais, o que não é suposto. Mas apesar disso foi extraordinário!

No final da viagem era suposto a costa do Quénia ser outro ponto alto, mas não foi nada de especial. É tudo uma questão de expectativas… As praias são bonitas, a água é quente e temos palmeiras, mas já tive melhores dias de praia em melhores praias cá dentro.

Foi no meio da natureza que gozámos mais esta viagem. Apesar de gostarmos do contacto com as populações há alturas em que o dispensamos… Há uma grande diferença entre o nosso mundo e a civilização africana, e não é fácil para um europeu adaptar-se a uma cultura do “pole pole” onde os autocarros não têm horário definido, onde muitas regras básicas de higiene e segurança são desprezadas (“hakuna matata”), etc… De referir também as viagens de “matatu”, autocarro e “ferry boat” que foram experiências “enriquecedoras” mas a repetir poucas vezes!

Itinerário da viagem

3 comentários:

disse...

It was very niiiice! Very nice in deed!! :)

basto disse...

Grande aventura, sem dúvida!

Miguel disse...

Parabens amigo!
Parece que foi fantástico! temos de falar sobre isto em detalhe!
Grande aventura...
Floyd