quarta-feira, novembro 05, 2008
segunda-feira, setembro 22, 2008
Algarve IV - Via Algarviana em BTT

Via Algarviana: a azul o que fizemos, e a vermelho o que ficou por fazer
Vou começar pelo fim: o objectivo de cumprirmos os 300km da Via Algarviana em 3 dias não foi cumprido e desistimos quando ainda faltavam 85km para o final. :(
Depois da desistência do André, eu e o Hugo decidimos tentar fazer a Via Algaviana em 3 dias (em vez dos 4 inicialmente previstos). Achámos que 100km por dia não era muito e até poderíamos fazer mais do que isso em alguns dias - ao substimar a Via cometemos o nosso primeiro erro.
Aqui ficam algumas das nossas desculpas:
* Substimamos a Via Algarviana - esta rota não deve ser substimada, é BTT puro e duro, com subidas e descidas muito íngremes, e muita subida acumulada. No primeiro dia subimos 1700m (em ~95km), no segundo foram 2200m (em ~95km) e no terceiro já íamos com mais de 1000m quando desistimos com cerca de 30km feitos. Não se trata portanto de um percurso simples para cicloturistas...
* Precisamente por termos substimado a Via levámos carga a mais, principalmente eu! Levei alforges com uma série de coisas que não precisei, e logo na subida à Serra de Monchique no 1º dia comecei a pagar a factura... Achei que peso a mais resultava em melhor treino! :)
* A Via Algaviana foi pensada como sendo um percurso pedestre, e por isso há algumas partes do trilho não cicláveis em que é necessário carregar a bicicleta (ainda por cima estavam pesadas!). São distâncias relativamente curtas mas onde se perde imenso tempo, e na Serra de Monchique é onde aparece a maior parte destres trilhos: chegámos a demorar 1 hora para fazer uns 3 ou 4km...
* O verdadeiro motivo da nossa desistência foram os furos. Levámos 5 câmaras de ar suplentes (2 das minhas estavam estragadas...) e acabámos com o stock. Quando íamos passar à fase de remendar descobrimos que (estranhamente) tínhamos ambos os tubos de cola vazios... Portanto, toca a pegar no telemóvel. Com tanto peso e tanta tralha que levei é um bocado imbecil desistir por não ter mais câmaras de ar, ou cola para remendos, mas ficou a lição para as próximas.
Os furos e a falta de material suplente foi o que nos levou verdadeiramente a desistir, mas se não tivéssemos desistido muito provavelmente não teríamos chegado a Alcoutim ao 3º dia.
As próximas travessias terão que ser melhor preparadas!
1º dia: Sagres - MonchiqueEu e Hugo no Cabo de São Vicente
Cabo de São Vicente
Cabo de São Vicente
Entre Barão de São João e Bensafim
Entre Barão de São João e Bensafim
Entre Bensafim e Marmelete
Serra de Monchique ao final da tarde
2º dia: Monchique - SalirEu e Hugo no Picoto (Serra de Monchique) - o trilho até lá cima é maioritariamente pedestre, por isso foi o cabo dos trabalhos para chegar lá cima...
Hugo no Picoto
Eu no Picoto com Monchique e a Fóia lá atrás
Primeiro furo entre Monchique e Silves
A etapa de Monchique a Silves foi a mais dura de todas: demorámos 4 horas para fazer 30km. Depois de descer do Picoto achámos que ia ser sempre a rolar bem, mas enganámos-nos! Trilhos cicláveis de sobe-e-desce mas sempre com inclinações brutais tanto a subir como a descer...
Nunca mais chegamos a Silves...
Eu e os terríveis montes a Norte de Silves
Banho refrecante na Barragem
3º dia: Salir - CastelãoQuase a chegar a Barranco do Velho para o pequeno-almoço
Eu e a terrível Serra Algarvia
Finalmente não queria deixar de dizer mais algumas coisas:
* apesar de tudo o percurso é lindíssmo e o interior Algarvio tem muitas surpresas para nos oferecer;
* as aldeias perdidas no interior são todas muito bonitas e as pessoas do mais simpático e hospitaleiro que há: oferecem sempre água fresca, fruta, e estão sempre dispostas a ajudar no que fôr preciso;
* também gostei muito do parque de campismo rural "Pote d'Ouro" em Salir, onde fomos muito bem recebidos.
Posted by Gato at 3:24 p.m. 4 comments
terça-feira, setembro 16, 2008
Budapeste
Este fim-de-semana, para variar, fomos passear! :)
Destino: Budapeste!
No 1º dia, apenas à tarde, demos uma voltinha pelas redondezas de Peste, para nos começarmos a ambientar com a cidade. Deu para ver que existe grande qualidade de vida, com ruas amplas e bem cuidadas, muitas ciclovias, bons restaurantes e cafés e lojas bem apelativas.
No 2º dia, decidimos ir até ao outro lado do Danúbio, até Buda, onde fica, entre outras coisas, a citadella, o Castelo e o Palácio Real. Buda é bastante mais calmo, quase uma aldeia muralhada. Mas também muito mais turístico!! Japoneses... é aos pontapés!
Vista das muralhas do Castelo para Buda
Rui a estudar o guia com o Hotel Kulturinnov, antigo Ministério das Finanças, por trás
"Bastião do Pescador", parte das muralhas do Castelo
Ao 3º dia, resolvemos ir mais além: Visegrád. Um highlight do país. Basicamente é uma pequena aldeia, nas margens do Danúbio, que era a "outra" capital da Hungria, durante os meses de Verão.
Palácio Real
Vista da Citadella para um lado...
... e para o outro do Danúbio! Lindo!
Entrada da Citadella
Citadella
No 4º dia, o tempo piorou. Fazia frio e a vontade de conhecer diminuiu. Mesmo assim, ainda tentámos conhecer o que faltava: o Parlamento, a Basílica, ...
No final, e mesmo antes do avião, ainda demos um saltito aos banhos termais que aqui são hábito comum - uma bela despedida! :)
Basílica de St. Stephen's - santo padroeiro da Hungria
Peste, com a Basílica ao fundo
Aspecto geral do interior dos Banhos Széchenyi
Rui e o aspecto geral do exterior dos Banhos Széchenyi
Posted by Bê at 9:30 a.m. 0 comments
segunda-feira, setembro 15, 2008
Algarve III - Lagos
Porque não foi só o Rui que fez programa de ómes no Algarve...
... e porque mais vale tarde do que nunca...
Posted by Bê at 8:37 p.m. 1 comments
domingo, setembro 07, 2008
Nuno On The Road
Joana no Salar de Coipasa
O Nuno começou a pedalar à 773 dias atrás no Canadá, acima do círculo polar ártico. O objectivo é atravessar toda a América de Norte a Sul até à Patagónia. Já leva mais de 32 mil km pedalados e está actualmente na Bolívia.
Tenho acompanhado o blog dele desde o início da viagem e não tenho palavras para descrever esta aventura...
Neste momento ele anda (bem) acompanhado pela Joana, e as travessias dos salares no Altiplano Boliviano deixaram-me... sem palavras.
Vejam aqui: On the Road.
Obrigado Nuno por nos deixares viajar contigo.
Posted by Gato at 7:56 p.m. 0 comments